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2 de dez. de 2009

"Nossa relação é perfeita, ele me completa"


Acompanhe a entrevista feita pelo Blogay Floripa com o casal Rafael César dos Santos e Luís Vieira Dalcastagnê. Eles namoram há menos de 1 ano. Rafael têm 17 anos, e é Web Designer, já Luís Henrique têm 21 anos e é empresário.

Os dois trabalham na mesma empresa e garatem ter uma vida normal, com o apoio dos pais, e o que é o mais importante: se amam de verdade.

Confira!

Quando você assumiu sua opção sexual?

Luís Henrique - Eu assumi minha opção sexual quando tinha 18 anos de idade.

Rafael - Quando eu tinha 16 anos, assim que comecei a namorar com o Luis Henrique.

Como foi essa posição diante da sociedade e da sua família?

L. H - Quando contei aos meus pais ambos aceitaram o que foi de grande valia para mim. Quanto à sociedade eu não me importo pois as pessoas que me servem de base e me amparam sempre, são meus pais, tendo eles na minha vida isto já é tudo.

R - Contei primeiramente pra minha mãe, ela aceitou e me apoiou, então me senti realizado e não me preocupei em ser aceito ou não pelo resto da família e sociedade. Acho que as pessoas se preocupam muito em serem aceitas e acabam escondendo seus sentimentos mais sinceros, ser diferente é normal e as pessoas têm de ter o mínimo de respeito pela diversidade.

Teve dificuldade em se aceitar?

L.H - Não, pois as pessoas apenas aceitam quando elas optam ser homossexual, já no meu caso como na maioria nós já nascemos com este gene, comprovado pela ciência que a criança tende a ser homossexual quando um gene da mãe vai a mais do que o gene do pai.

R. - Nenhuma, tudo aconteceu muito naturalmente e hoje tenho certeza que sou muito feliz em ser assim.

Como é a relação de vocês?

L.H -  É perfeita. Não vejo minha vida sem ele. É uma razão muito grande para mim. Acordo todas as manhãs com o desejo de vê-lo. Tudo bem que trabalhamos juntos, mas sempre que fico sem falar com ele bate aquela saudade. Temos planos e objetivos muito grandes que ambos queremos passar um com o outro. É uma relação de muito amor, companhia, carinho, afeto, cumplicidade e os principais que é a confiança e o respeito.

R. - Ótima, nos damos muito bem, temos os mesmos gostos e objetivos, sabemos o que o outro está sentindo e pensando apenas num olhar, ter conhecido ele foi a maior graça que podia receber, foi ele quem me deu forças pra conversar com minha mãe, ele que me apoiou e apóia sempre em tudo que faço. É difícil imaginar eu vivendo sem ele, é um sentimento sincero e lindo, um amor que quebra barreiras e constrói expectativas, temos vários planos e objetivos que com certeza realizaremos.

A família dele aceita o relacionamento de vocês?

L.H - Sim e muito naturalmente. A mãe dele nos aceita de uma forma completamente incomum diante desta situação. Ela me chama de “noro” e eu retruco dizendo que ela é a melhor sogra do mundo. Por isso que nosso namoro é estruturado existe a aceitação dos dois lados, o que não acontece na maioria dos relacionamentos homossexuais.

R. - Sim, me dou super bem com todos, são minha segunda família. Me ajudam em muitas coisas e sempre me proporcionam momentos felizes.

Foto: Albúm de Luís Henrique / Divulgação
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16 de nov. de 2009

Dica de Filme: O Segredo de Brokeback Mountain


Hoje o Blogay Floripa trás um clássico do cinema gay. Este que em 2005 lotou as salas de cinema e que foi exibido para o mundo todo é um filme de poucas palavras, sensível e profundo. O Segredo de Brokeback Mountain recebeu o maior número de indicações ao Oscar, onde ganhou o de melhor direção, roteiro adaptado e trilha sonora. Ao sair de cartaz conquistou o oitavo lugar na lista dos filmes românticos de drama de maior bilheteria de todos os tempos.

É verão de 1963, Jack e Ennis são contratados para cuidarem de um rebanho de ovelhas em um rancheiro na montanha de BrockBack. Os trabalhos são divididos em: vigiar o rebanho no período da noite e na parte da manhã alimentá-las e levá-las para passear. O pouco contato entre os dois não os impedem de um olhar apaixonado e carinhoso. Após uma noite de amor, o dia seguinte para os fazendeiros é o pior possível, já que eles não aceitam o relacionamento homossexual. Os dias vão ficando cada vez mais complicados pois a atração aumenta e o verão está a um passo de terminar.

Terminada a temporada é hora desse amor passar por um grande desafio: a distância. Ennis se casa com sua namorada Alma e eles têm duas filhas, Alma Jr. e Jenny. Jack acaba indo para o Texas, onde conhece e se casa com a cowgirl Lureen Newsome, filha de um magnata de equipamentos agrícolas. O casal tem um filho, Bobby. Jack vai trabalhar para o pai de Lureen na negociadora de equipamentos agrícolas, apesar de ser constantemente desprezado por seu sogro.

Quatro anos após a separação Jack vai para a cidade onde Ennis está morando com sua família e o reencontro dos dois é emocionante. Após um beijo apaixonado eles são surpreendidos: a cena é vista pela esposa de Ennis, Alma, que os deixa partir sem falar nada. Ao voltarem para a casa, o relacionamento de ambos acabam e eles abandonam seus filhos.

Diferente dos outros filmes eu não vou contar esse até o final. Acho muito interessante que todos que tiverem a oportunidade de assistir esse clássico não percam tempo. Digo isso não somente para o público gay, mas também para os héteros e casais. A história pode se encaixar com qualquer um, pela intensidade que os dois vivem esse sentimento.

Quem não gostaria de viver um amor para sempre? Jack e Ennis se amaram, se respeitaram e acima de tudo, passaram por cima de tudo e todos para viverem o amor que nasceu por acaso, mas que lhes renderam muitos momentos.

Impossível não recomendar esse filme. Adorei e tenho certeza que vocês vão gostar também, vale a pena.

Gostou da dica? Clique aqui e faça o donwload do filme O Segredo de Brokeback Mountain

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10 de nov. de 2009

Artigo: Gays, lésbicas e bissexuais: Vocês tem medo de quê?

Por Fabrício Viana - Como outros animais, nós também temos nossos mecanismos de defesa diante do "perigo", seja ele real ou imaginário. O grande problema, que nos impede de viver plenamente, é quando começamos a acumular vários medos imaginários, aqueles que podem vir a existir, mas que em sua maioria só existem mesmo em nossa cabeça. Para um indivíduo homossexual, a idéia que tenho é que esses problemas duplicam ou mesmo são bem maiores em sua intensidade.

Meu primeiro medo enquanto homossexual dizia respeito ao grande sentimento que tive na adolescência pelo meu melhor amigo. Tinha medo de que o que eu sentia por ele fosse errado. Mesmo abrindo o jogo e ele me rejeitando, inclusive como amigo, continuei e vi que o que sentia não era errado mesmo, apenas não tinha dado certo com ele naquela época.

Quando comecei a me aceitar, tive medo de procurar "semelhantes" em lugares ditos "gays" (bares, boates, etc), mesmo assim fui e não vi nada de mais, pelo contrário, me identifiquei mais ainda com meus próprios desejos, que vi ali explícitos entre as pessoas que se beijavam e se curtiam naturalmente, como em qualquer outro lugar.

Tive medo em seguida de meus pais ficarem sabendo de mim e da vida nova que estava levando. Do jeito que eu os conhecia, falava pra todos os meus amigos que qualquer um poderia aceitar isso, menos os meus, e que eles jamais saberiam disso, jamais! Bobagem minha: o dia que minha mãe tocou no assunto, eu disse "Sim, sou gay!".

Não foi fácil pra gente, ela passou quase seis meses em profunda depressão até eu chegar nela e dizer "mãe, pára com isso. Eu estou bem, levando uma ótima vida, a única pessoa que não está bem com isso é você e você deveria ficar mal se eu estivesse mal, mas não, estou bem e assim quero te ver também!". Depois disso, e até hoje, ela me aceita na boa e até foi comigo e meu namorado na 8º Parada do Orgulho gay de São Paulo.

Em seguida, tive um medo absurdo que as pessoas da empresa em que eu trabalhava ficassem sabendo. Mas não poderia esconder minha vida e fui contando para um e para outro, ao ponto de todos saberem. Resultado, todos continuavam respeitando meu trabalho, mas com uma grande diferença: eu poderia falar abertamente sobre meu final de semana e até mesmo sobre o namorado (coisa que eu escondia até então). Mesmo porque, quando eu não falava, eles me perguntavam e eu sentia que muitos ali realmente se preocupavam comigo.

Quando montei meu primeiro projeto na internet, a Campanha Digital contra o Preconceito a gays, lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, falei para o André Fischer que durante a nossa parceria eu não estaria colocando meu nome no site em hipótese alguma. No fundo, era medo de tamanha exposição num projeto desaes. Mas, antes de entrar no ar, pensei que seria muito chato não ter uma figura representando o projeto e, então, coloquei meu nome. A campanha tem quase três anos, mais de 1700 sites cadastrados e é um grande sucesso na internet na luta contra a discriminação.

Quando resolvi criar meu blog, em 2003, o mesmo medo de me expor publicamente. Eu queria fazer um diário contando sobre minha vida, mas tinha medo de que ele pudesse ser acessado por inúmeras pessoas, inclusive aquelas com quem tinha trabalhado e que com certeza saberiam mais cedo ou mais tarde desse endereço. O receio era sempre este: "o que as pessoas irão pensar de mim?". Mais um medo bobo, pois as pessoas entraram e a seleção foi natural, no sentido de que só ficaram do meu lado quem sabia da minha vida e gostava de mim independente de qualquer coisa. Para minha surpresa, todo mundo.

Outro grande medo foi quando dei entrevista na TV Cultura para um jornal "ao vivo", falando sobre homossexualidade no trabalho. Outro medo sem sentido. Até na MTV, quando fui, fiquei com receio, mas o programa foi tão inteligente e proveitoso que, mesmo tendo um cara criticando, ele cumpriu o papel dele de "discordar" da homossexualidade sem agredir e mantendo, acima de tudo, o respeito.

O fato de ilustrar este artigo com várias experiências minhas é justamente para que você olhe para si mesmo e veja quais ou quantos medos você tem aí dentro e que podem estar interferindo, ou que poderão vir a interferir muito em sua vida.

Você tem medo de quê? De gostar de alguém do mesmo sexo? De as pessoas ficarem sabendo? De que sua família, principalmente seus pais, saibam? De sua esposa não entender que agora você tem atração por homens e não mais por mulheres? Que seu filho lhe rejeite por isso? Tem medo de que colegas do trabalho fiquem sabendo e usem isso pra puxar teu tapete? Medo de se expor? Medo de ser você mesmo, sem mentiras? Medo de viver sua sexualidade?

Enfim, a minha grande pergunta neste artigo é: do que você tem medo? Quando você ligar a tecla "dane-se" para todas estas perguntas, para todos esses medos, e passar por várias dessas fases que eu já passei, perceberá que a grande maioria desses medos jamais deveria ter existido. E que você pode ser feliz se livrando de metade ou de quase todos que existem dentro da sua cabeça, te prendendo, te sufocando e impedindo de vivenciar todos os seus desejos homossexuais.

Fabrício Viana é bacharel em Psicologia, gay assumido e autor do livro que fala sobre a homossexualidade (erroneamente citado na mídia de homossexualismo) chamado "O Armário - Vida e Pensamento do Desejo Proibido" - Site do livro

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9 de nov. de 2009

Dica de Filme: Imagine Eu e Você


A dica desta semana é uma divertida comédia. O inesperado sempre pode acontecer, e o que parece ser nem sempre é. Confusões a parte Imagine Eu e Você é a história entre Rachel e Heck, um jovem casal que está prestes a dizer o sim. Rachel parece meio apreensiva com a decisão, mas Heck está feliz e realizado com os preparativos.

Em sua festa de casamento Rachel conhece Luce, pessoa responsável pela decoração do salão onde acontece a festa. As duas se falam e a amizade parece ser de anos. Dias depois Rachel vai até a floricultura onde Luce trabalha para convidá-la para um jantar de confraternização entre amigos em sua nova casa. Luce aceita mas ao chegar na casa da “amiga” descobre que Cooper, amigo de Heck e que demonstrou interesse por ela estava lá.
Em conversa com Heck, Luce não esconde que sua preferência sexual é por mulheres. Sem saber de nada Rachel perece estar cada vez mais encantada por Luce. Alguns encontros e desencontros demonstram que este caso não ficará somente na amizade.

Atarefado em seu trabalho, Heck convida Luce para passear com a esposa, para que ela não fique sozinha. Ele não sabia que o pior poderia acontecer. Envolvida com a situação, Rachel vai até a floricultura para tirar satisfações com Luce. Depois de um demorado beijo apaixonado o inesperado acontece: Heck foi até a floricultura para comprar flores para a amada.

Sentindo-se muito culpada ela foge para tentar salvar seu casamento. Rachel não agüenta a pressão e a culpa e conta para seu marido Heck. No decorrer Rachel vai atrás de sua amada.

Nossas vidas estão expostas a qualquer tipo de mudança. Neste caso Rachel se rendeu a um amor proibido, largou seu casamento por um sentimento que foi maior.

Apesar do perfeito relacionamento entre Rachel e Heck é possível entender o amor entre as duas, embora seja difícil de aceitar.

Assista aqui o trailer e de sua opinião pelo e-mail: blogayfloripa@gmail.com
Bom filme, vale mesmo a pena assistir!
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29 de out. de 2009

Dica de Filme: "Milk", a Voz da Igualdade.


Este filme conta a historia real do primeiro norte americano, assumidamente gay, eleito para um importante cargo público nos Estados Unidos.

Harvey Milk nasceu em Nova York, era filho de Minerva e William, um casal de imigrante, vindos da Rússia.
Aos quarenta anos ele se mudou para São Francisco, junto com seu companheiro, sua idéia era poder parar de se esconder e assumir sua orientação sexual.

Observando a forma como os homossexuais eram tratados, severamente castigados e inclusive espancados pela própria policia, passou a levantar a bandeira em defesa dos gays, posicionando-se e alegando que todas as pessoas devem ser respeitadas. Ele queria fazer de São Francisco um lugar seguro para todos. Foi quando ele decidiu concorrer para o cargo de Supervisor Distrital do distrito do Castro, em São Francisco.

As duas primeiras vezes que Milk disputou o pleito, ele perdeu. Mas em 1976 consagrou-se vitorioso. A eleição foi festejadas por todos os seus seguidores, fato que também motivou a aliança de pessoas ainda não integradas ao grupo.

Após assumir o cargo, Milk trabalhou muito em prol de seus ideais e construiu uma relação política muito forte com o prefeito George Moscone. Ele mostrou para o prefeito que com sua base muitos eleitores passariam a apoia-lo.

O problema foi Dan White, que também havia sido eleito para Supervisor Distrital. Ele não gostava de Milk por que sua ascensão acabava fazendo sombra aos seus projetos. Irritado com esta situação Dan White pegou uma arma e matou Harvey Milk e o prefeito George Moscone.

Neste dia mais de 30 mil pessoas com velas nas mãos foram as ruas para homenagear aquele homem que, pela sua luta, havia se tornado um ídolo e um exemplo a ser seguido ainda hoje.

Este ato é repetido todos os anos, onde muitas pessoas acendem velas para lembrar Harvey Milk. É uma forma de lembram das coisas boas que ele fez e também lembrar a coisa terrível que aconteceu com Harvey e do prefeito, George Mascone.

O trabalho de Harvey Milk até hoje repercute fazendo com que Em 25 de junho de 1996 o Conselho de Educação de São Francisco votou e aprovou a homenagem de conceder o nome de Harvey Milk a uma escola local. Hoje a Harvey Milk Academia de Direitos Civis é uma pequena escola pública de ensino fundamental localizada no coração do distrito de Castro. Dedicada a alcançar a excelência acadêmica, ensinando a tolerância e a não-violência, celebrando a diversidade, e construção de uma família forte com cidadãos ligados com a comunidade.

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26 de out. de 2009

Artigo: A Psicoterapia e a Causa GLS

Por Paulo Bonança - Como uma reação frente ao preconceito social, no meio GLS esta se tornando comum, a prática de buscar um terapeuta sintonizado com as necessidades dos seus membros, sejam elas individuais ou grupais.

A busca de um profissional que aceite e acolha a orientação, a prática sexual e o objeto erótico-afetivo do cidadão (ã), GLS como uma expressão da capacidade afetiva dos seres humanos, ou uma expressão natural dos desejos, é fundamental para que ele não se encontre na difícil situação de ser discriminado por este profissional, ou seja, que reedite em seu trabalho o discurso homofóbico social.

Quando trago o tema da “psicoterapia” ou “terapia para gays”, não estou colocando em discussão a homossexualidade ou bissexualidade como causa de transtornos psicopatológicos, já que independente do objeto de desejo, qualquer pessoa poderá apresentar em um determinado momento de sua vida dificuldades em seus relacionamentos, com sua auto-estima, auto-imagem ou outros problemas emocionais e afetivos.

Nos Estados Unidos a APA (Associação Americana de Psicologia), divulgou uma lista com alguns critérios que devem ser observados pelo publico GLS no momento de buscar apoio psicológico. Devido às diferenças culturais, não sou a favor de nenhum tipo de tradução por mais bem intencionadas que sejam, mas enfim, abaixo seguem alguns itens, use seu próprio critério e assertividade.


Com respeito à figura do terapeuta a associação americana recomenda:

  • Que o psicólogo respeite e valorize como positivos os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.


  • Que o psicólogo seja consciente das dificuldades que os membros do grupo GLS enfrentam devido ao estigma social, a violência física e a homofobia, e que estas dificuldades podem colocar em risco o bem-estar e a saúde mental deles.




  • Que para o psicólogo, a orientação sexual de tipo homossexual ou bissexual não configura indicadores de enfermidade mental.



  • Que o psicólogo seja consciente de suas próprias dificuldades, limitações e preconceitos, e que esteja sempre alerta frente à possibilidade de atuar frente ao paciente.




  • Que a homofobia social é um fator relevante na auto-estima e na autopercepção do paciente, e podem afetar a forma com que ele chega a terapia, assim como o processo terapêutico



  • Que o conceito de casal e família do psicólogo seja amplo, e não restrito a duas pessoas de sexo oposto.




  • Que a revelação da orientação sexual pode vir a ter um impacto negativo na relação do individuo com sua família, compreendendo as possíveis dificuldades que podem surgir tanto para o individuo que informa quanto para os familiares.

Como saber se o psicólogo tem as características mencionadas anteriormente?

Em caso de necessitar apoio psicológico e não conhecer um profissional que trabalhe o homoerotismo de modo afirmativo, as ONG’s, revistas e jornais gays podem ser uma valiosa fonte de informação, assim como amigos que estão/estiveram em processo terapêutico também pode ser de boa valia.

Caso não tenha a quem perguntar, utilize os itens mencionados anteriormente, transforme-os em perguntas. Não tenha medo de perguntar, seja franco e honesto com você mesmo e com as suas necessidades e não aceite menos por parte do psicólogo.

Paulo Bonança,
Psicólogo e Sexólogo

Diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales- Chile-
Autor da Tese “A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da família”.
Membro da SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana)


Para mais informações do Psicólogo acesse o site pessoal.
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22 de out. de 2009

Dica de Filme: Uma família bem diferente


Mais uma dica bem interessante, não somente para o público gay, ela é válida também para heterossexuais, casais e famílias. Uma família bem diferente sai do padrão de uma família comum, atrai pelas lições que são passadas durante o filme e diverte com as piadas no decorrer da história.

Eric e Sam, um casal homossexual, vivem em uma cidade americana. Apesar do relacionamento homossexual e do preconceito que ainda vivem, levam uma vida normal. Eric foi um jogador famoso de hóquei e se tornou um comentarista da rede CNHS americana. Bem sucedidos, com a vida estabilizada e sem filhos suas vidas viram de cabeça para baixo quando Sam recebe um comunicado que possui a guarda de um menino órfão, filho de uma parente que acaba de morrer.

Ao receber a notícia, Eric não aceita e contesta a Sam que por serem homossexuais eles não têm condições de criarem uma criança. Sem saída, Eric arruma o quarto para o novo integrante da família que está por vir. Scot, um menino esquisito e afeminado, chega á nova família e recebido com um quarto novo com decoração de hóquei, a grande paixão de Eric. Insatisfeito com aquilo, Scot se revela aos “pais” e “sai do armário”, transformando o quarto de hóquei num quarto de conto de fadas. Assustados com as atitudes do menino eles tentam buscar soluções e passatempos “normais” para o garoto: o hóquei.

Apesar de não ser seu esporte preferido, o menino acaba se adaptando e surpreende Eric. Essa relação se torna cada vez mais intima e sem perceber o menino conquista o coração do casal Eric e Sam que não conseguem mais viver sem o “filho” Scot.

Esse é um filme para ver com a família toda, sem essa de preconceito e discriminações. E o filme mostra bem isso, o que o público gay vive no dia a dia. Tiro como lição o amor incondicional que está acima de tudo. O amor de Eric e Sam pelo menino Scot emociona, vale a pena.

Gostou? Faça o donwload grátis do Filme Uma família bem diferente aqui

Navegue pela internet e leia aqui a sinopse do filme

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9 de out. de 2009

Dica de Filme: Assunto de Meninas


Minha dica de hoje é somente para as meninas que gostam de um bom filme. Assunto de Meninas me surpreendeu com a forma com quem foi escrito. O filme envolve sentimentos, preconceitos, saudades e momentos vividos na adolescência.

Mary Bradford, apelidada carinhosamente por Mouse, é uma adolescente tímida e sensível. Após a morte de sua mãe, a garota foi mandada pelo seu pai e madrasta para um internato feminino. Assustada porém ansiosa Mouse chega ao colégio Perkins Girls e é recebida por suas colegas de quarto Paulie e Tory. Os dias vão se tornando aprendizado para Mouse, a troca de vivências, a morte de sua mãe, e a relação homossexual das meninas.

Essa confusa relação não é explícita para todas do internato, pois a irmã de Tory também estuda no colégio Perkins. Desconfiada da atitude de sua irmã, a menina decide acabar com a relação homossexual com Paulie, com medo da reação de sua família.

Confidente deste relacionamento Mouse passa por situações constrangedoras com suas novas amizades. Tentando ajudar Paulie, as duas se tornam grandes amigas. Já Tory decide namorar com um garoto que mora perto do colégio, com medo do preconceito que enfrentaria com seus familiares.

O assunto mais abordado no filme com certeza é o preconceito. Na verdade é uma confusão de sentimentos por serem adolescentes, estarem em um colégio interno e principalmente o medo da relação homossexual. Esse preconceito surge das próprias garotas, que por serem imaturas, não suportam e temem esse envolvimento.

O tema é bem real, e vivido diariamente por homossexuais acredito que no mundo todo. O receio em se assumir e não somente isso mas também o que vão passar e enfrentar dentro e fora de casa. Uma ótima dica para as meninas que sofrem esse tipo de preconceito.

Baixe aqui o filme Assunto de Meninas Dublado, Vale a pena assistir.

Leia aqui o artigo sobre o filme da revista Lado A


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7 de out. de 2009

Artigo: Adoção por Homossexuais

Por Marcelo Garcia - A adoção no Brasil é assunto não resolvido. Os abrigos estão cheios e não podemos aceitar que as pessoas sejam proibidas de adotar por serem homossexuais. O preconceito atrapalha quem quer ser adotado. E fere de morte as esperanças e os sonhos de brasileirinhos terem uma família. Precisamos aumentar o números de pessoas que querem adotar.

A adoção por gays deve ser vista como um avanço especial. Homens que amam homens e mulherem que
amam mulheres e que decidem estar juntos e ter uma vida partilhada chegam a um momento que desejam ter filhos. Não são poucos os gays que querem que a família cresça, e a adoção é o caminho natural.

Impedir que eles adotem é impedir que crianças sozinhas passem a ter pais, mães, avós, tios e uma família. Os “donos” de preconceitos defendem que é melhor uma criança ficar num abrigo com um casal gay?

No mínimo, eles nunca entraram num abrigo e viram a dor da solidão e do abandono em cada olhar infantil que tem o sonho, às vezes distante, de ter uma família. E qual é o problema de, em vez de umapai e uma mãe, serem dois pais ou duas mães? O sentido da família é o mesmo. O preconceito contra gays já é atraso; usá-lo para que crianças deixem de ter uma família é crueldade.

Eu sou gay, tenho 40 anos e sigo a vida sozinho, mas, se tivesse um companheiro, tenho a certeza de que uma ou mais crianças poderiam ter dois grandes pais e uma família especial e conviver com seus primos, tios e, sobretudo, ganharem uma história especial. Até porque, como diz João Falcão, o que a gente precisa na vida é uma história para contar. Que história vamos deixar que nossas crianças contem por causa de tolos preconceitos?
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22 de set. de 2009

Dica de Filme: Um Toque de Rosa

Em uma engraçada história, o filme “Um Toque de Rosa” do diretor Ian Iqbal Rachid, trás a relação homossexual de dois rapazes. A narração é uma mistura de diferentes culturas, valores e relacionamentos.

Alim, um jovem muçulmano gay que mora em Londres tem a vida que pediu a Deus: um ótimo emprego, um lindo namorado e mora sozinho. Sua conservadora mãe que mora em Tókio quer muito casar o filho com uma moça de família rica da região.

Sem saber a opção sexual do filho, Nuru viaja para Londres com o intuito de fazer com que o filho vá embora para Tóquio junto com ela. Esses dias de visita da “mamãe” prometem momentos de horror junto ao “genro” que Nuru nem sonha ter.

Ao tentar esclarece para a mãe sua opção sexual, Alim tem ajuda de um inseparável “Guru” Cary Grant, um espírito que o acompanha diariamente.

E nesses dias de pura saia justa, Cary é mais do que um grande confidente, ele se torna peça principal das decisões de Alim.

O desvendar da história é emocionante, e a lição é surpreendente – aquela carrancuda senhora, com princípios de antigamente não passa de um enorme coração de mãe.

Indico este clássico filme, em que a relação entre mãe e filho fala mais alto do que o preconceito.

Assista o Trailer de "Um Toque de Rosa" aqui

Compre aqui o dvd do filme "Um toque de Rosa" por apenas R$ 28,00

Semana que vem tem mais dica.

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13 de set. de 2009

Dica de Filme: Delicada Relação


Hoje o Blogay Floripa trás uma interessante dica de filme. “Delicada Relação”, de 2002 e direção de Eytan Fox, é um emocionante romance de dois jovens militares, que estão servindo oficialmente uma base na fronteira entre o Líbano e Israel. O meio em que eles vivem é opressivo e rigoroso, por ser um sistema de forças armadas. Baseado em fatos reais, os dois jovens se apaixonam e passam por vários dilemas, por não poderem expor esse relacionamento homossexual.

Jagger é o comandante do pelotão, um rapaz sensível, sonha em sair do exército para seguir sua vida. Já Yossi, o comandante da companhia, é sério e muito dedicado à tropa. Apesar de manter um relacionamento homossexual, ele deixa bem claro à Jagger que o namoro deve ser mantido em segredo.

O desenrolar do filme gira em torno dessa relação entre conviver com um rígido princípio e um grande amor, que além de muito preconceituoso é também sincero e profundo.

Ao partirem para uma perigosa emboscada, os jovens passam por momentos delicados, onde Jagger faz muitas perguntas para Yossi, que acha aquilo tudo uma grande besteira. Preparados para partirem da emboscada, o comandante do pelotão, Jagger, leva um tiro no peito, para a péssima reação de seu grande amor.

Yossi corre para socorrer seu amado que morre em seus braços...

Confesso que fiquei emocionada com o final do filme, me fez pensar que é possível sim um grande amor, mesmo com todo aquele sistema rigoroso vividos por esses dois jovens. Senti muito com a morte de Jagger, todos os seus sonhos foram interrompidos por causa de sua profissão. O pior foi ver o Yossi, com todo aquele jeito introvertido sofrendo e tentando reanimar o Jagger.

Veja aqui o trailer do filme e o que dizem os especialistas em cinema. Se preferir compre o DVD pela internet.

Para mim, o filme trouxe várias situações de aprendizado, vale a pena conferir!
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